Prevenção de Câncer de Intestino

Prevenção de Câncer de Intestino

O câncer colorretal é um dos mais frequentes na população brasileira. Nas mulheres, é o segundo mais comum, com 17.530 casos estimados para 2015. Nos homens, ocupa a terceira posição, com 15.070 novos casos estimados para 2015, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

De acordo com dados estatísticos, mais de 40 mil pessoas morrem em decorrência de câncer colorretal todos os anos, porém é importante ressaltar que o Câncer Colorretal é considerado de bom prognóstico se diagnosticado em estágios iniciais, sendo a sobrevida média global em cinco anos em torno de 55%.

A alta incidência do câncer colorretal é alarmante, apesar de ser uma das únicas neoplasias com possibilidade de prevenção primária, ou seja, que pode ser evitada através de medidas que visam a remoção dos fatores que o causam.

Infelizmente a maior parte da população ainda não tem conhecimento do risco do desenvolvimento dessa neoplasia e como realizar sua prevenção.

O desenvolvimento da doença ocorre através de interação entre fatores endógenos e ambientais. A participação da dieta na incidência do Câncer Colorretal tem sido destacado em muitos estudos.

As ações preventivas mais importantes para o Câncer Colorretal são:

  • Atividade física
  • Consumo de alimentos que contêm fibra, como frutas, hortaliças (legumes e verduras) e cereais integrais.

Os fatores de risco para esse tipo de câncer são:

  • Carne vermelha
  • Carnes processadas (mortadelas, presuntos, salsichas, linguiças)
  • Bebidas alcoólicas,
  • Tabagismo
  • Gordura corporal e abdominal.

Outros fatores que também estão associados a essa doença são:

  • História familiar de câncer colorretal
  • Predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino e idade.

Tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam com a idade.

Apesar disso, a maioria dos cânceres de cólon e reto (cerca de 75%) ocorre de forma esporádica, surgindo através de mutações somáticas e evolução do clone celular tumoral.

A história natural dessa doença propicia condições ideais a sua detecção precoce. Os métodos endoscópicos são considerados os melhores meios de detecção precoce, pois são capazes de diagnosticar e remover pólipos adenomatosos colorretais (precursores do câncer de cólon e reto), bem como tumores em estágios iniciais.

A pessoa não precisa apresentar nenhum sintoma para ter indicação de realização da colonoscopia, muito pelo contrário, é justamente em quem não tem sintomas que esse exame será mais efetivo, tendo a função de prevenção. Infelizmente no câncer de colorretal, quando o paciente apresenta sintomas, muitas vezes, significa que a doença pode estar em fase mais adiantada.

Ao realizar o exame de colonoscopia, realizamos uma busca incansável por pólipos intestinais, que nada mais são do que lesões protuberantes que surgem na mucosa (revestimento interno do intestino) e podem evoluir para o câncer colorretal.

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