Câncer de Esôfago

Câncer de Esôfago

Mais freqüente no sexo masculino, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o câncer de esôfago é o oitavo câncer que mais acomete os brasileiros e o sétimo que mais mata.

Além dos fatores genéticos, o álcool e o fumo são considerados os principais fatores de risco para o tipo mais freqüente de câncer de esôfago (carcinoma epidermóide), enquanto a obesidade e o esôfago de Barrett estão relacionados ao segundo tipo mais frequente (adenocarcinoma) – clique para saber mais sobre Esôfago de Barrett.

Quando em estágio inicial, a grande maioria dos casos é assintomática  (o paciente não apresenta nenhuma queixa relacionada à lesão) e o diagnóstico é feito através de um exame de endoscopia minucioso, no qual o médico observa uma alteração discreta na mucosa (superfície interna) deste órgão e realiza biópsias. No entanto, entre 60 a 70% dos pacientes já apresentam uma doença localmente avançada ou com metástases à distancia (principalmente em fígado, pulmões, ossos e adrenais) no momento do diagnóstico. Na doença avançada, o sintoma mais comum é a disfagia, (dificuldade de deglutir), mas o paciente também pode apresentar dor no peito,  perda de peso, rouquidão, tosse persistente, soluços, hemorragias, vômitos, etc.

O tratamento de Câncer de Esôfago varia conforme o estágio em que a doença se encontra no momento do diagnóstico e as condições clínicas do paciente. Após a endoscopia, vários exames podem ser utilizados para ajudar a definir o estágio da doença, mas os mais utilizados são a tomografia computadorizada e o PET SCAN.

Nos casos iniciais, o tratamento pode ser realizado pelo próprio exame de endoscopia que permite a ressecção (retirada) da lesão sem necessidade de cirurgia. Em casos mais avançados, há a possibilidade de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação entre elas. No entanto, a chance de cura é menor quanto mais avançada estiver a doença  e, infelizmente, a maioria dos casos são diagnosticados nesta situação.

Por este motivo, é de extrema importância que durante um exame de endoscopia, o esôfago seja SEMPRE (independente da queixa do paciente) minuciosamente avaliado a fim de se detectar qualquer alteração na mucosa que possa representar um caso de câncer inicial.

Esta certamente é a maneira mais eficaz de aumentar a chance de cura do Câncer de Esôfago.

 

Dra. Emanuele Lima VillelaDra. Emanuele Lima Villela
· Especialista em Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.
· Especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia.
· Mestre em Gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
· Coordenadora da equipe de endoscopia do Hospital Geral de Carapicuíba – São Camilo.

 

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